Visagismo, o que é isso?

Segundo Philip Hallawell (2009), o visagismo é a arte de criar uma imagem personalizada, um estilo pessoal, e existe desde que as pessoas começaram a pensar em estilo.
A palavra visagismo foi criada pelo cabeleireiro e maquiador francês Fernand Aubry, em 1937, que a introduziu nos salões. Isso passou a ser importante para pessoas que precisavam ter um estilo personificado como Cleópatra, Maria Antonieta e Oscar Wilde, entre outros. Nesses casos, ainda era feito individualmente, na casa da pessoa.
Embora Fenand Aubry não tenha deixado nada escrito, além de algumas frases, vê-se, pelas imagens retratadas, que ele buscava a personalização.
Em 1990, Jean Claud Juillard criou um instituto de visagismo na França, popularizando a palavra e criando o primeiro método, que é baseado na observação do comportamento da pessoa.
Hallawell foi o primeiro a mostrar como funciona, o que é e quais são os princípios do visagismo. Cada pessoa é única e busca sempre uma imagem autêntica, partindo do mesmo principio de uma consultoria de imagem e estilo: a imagem que se quer transmitir. Só depois se decide como chegar a ela.
Pela análise do rosto, das linhas e das formas, consegue-se ver o que expressa determinado estilo e qual é o temperamento que prevalece. Conhecendo-se a pessoa, pode-se mostrar o que ela quer priorizar ou melhorar. O objetivo é ela se olhar no espelho e se encontrar, ver seu interior refletido no exterior.
Assim, estudam-se as linhas inclinadas, verticais e horizontais e curvas, sua direção, o formato do rosto e a feição e depois se verificam as proporções do todo. Os significados das linhas explicam o efeito emocional e revelam temperamentos (sanguíneo, colérico, melancólico ou fleumático).
Esta análise fornece informações reveladoras sobre a pessoa e é importante para uma imagem esteticamente harmônica. Em outras palavras, a análise está ligada aos formatos e aos temperamentos. Por exemplo, as linhas inclinadas para cima indicam vigor, energia, dinamismo, típicos do temperamento sanguíneo. Já as inclinadas para baixo indicam tendências melancólicas e fleumáticas. As verticais são de estrutura e controle; as horizontais, de estabilidade, típicas do colérico.
O rosto pode conter essas linhas isoladamente ou em conjunto. Havendo-as tanto horizontais quanto verticais, formando um quadrado ou retângulos largos, identifica-se um tipo colérico, que transmite força, poder e segurança. Quando predominam as linhas verticais, expressam-se controle e características melancólicas, próprias do tipo científico ou cerebral; já as horizontais denunciam um fleumático. As curvas expressam emoções, sensibilidade, delicadeza, alegria, lirismo, sensualidade e conturbação. Dependem do comprimento e do tipo de curvatura, mas, em geral, são de perfis melancólicos (sensibilidade) ou coléricos (paixão), embora o formato redondo seja dos fleumáticos.
Em psicologia, os temperamentos designam um aspecto especial da personalidade do individuo quanto a comportamento, afetividade, atividades e atenção. O colérico expressa atitude, é poderoso, passional, independente e líder. Está ligado ao coração, sendo o vermelho sua cor, pois transmite força, coragem e determinação. Já o sanguíneo é vibrante, luminoso, dinâmico, festivo, motivador, destemido e criativo. Ligado ao sol, sua cor é o amarelo, que expressa alegria e entusiasmo. O melancólico é sensível, elegante e artístico. De personalidade profunda, charmosa e sofisticada, está ligado à água, e sua cor é o azul, que transmite calma e organização. Finalmente, o fleumático é sereno, espiritualizado, meigo, acolhedor, amigável e diplomático. Ligado ao éter, sua cor é o roxo, que transmite paz e segurança.

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Beijos,

Maucha Coelho

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